Terça-feira, 27 de Julho de 2010

ALVAS ROSAS

mantenho o mesmo fio de água

ou talvez se haja robustecido

água inodora

transparente e cristalina

como sonhos de menina

mantenho o mesmo calor de brasa

ou talvez se haja incandescentecido

fogo irreflectido

forte e imprudente

como quem se crê ser gente

mantenho o mesmo sopro de ar

a mesma força no mesmo fluido

fluido brando

essencial e sublimado

como quem se crê ser…

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

publicado por Edite Gil às 21:54
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Sexta-feira, 2 de Julho de 2010

DANÇA COMIGO

Conduz-me pela música

com teus movimentos de linguagem poética

gestos que seduzem

e despem a alma

envolve-me em acordes de ternura

hipnotiza-me com tua pele que exala sensualidade

tua mão aberta sobre as minhas costas desnudas

embota-me

quando me desenha a linha

dança comigo a sinfonia da ternura…

lábios procuram o pescoço

uma voz quente cicia ao ouvido

ensandeço…

suspiros…

carícias…

o beijo em silêncio…

dança comigo

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

publicado por Edite Gil às 23:56
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RUMOR DA COR

minutos vagueiam…

no pensamento

aro o chão fecundo

de acerva dor…

a noite

afunda-se

liberto o delírio de ruídos de mágoas

quero arrumar os sonhos

coroar de folhas melancólicas

a voz de fogo, que brota da água…

entrançam-se maresias conscientes

no rumor da cor

e nascem pensamentos que rumam a nada…

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

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REQUINTE ECLÉCTICO DA NULIDADE

Mão trémula a que segura uma chávena de chá

Ah!...

o chá das quintas feiras

o chá da viparinidade

requinte ecléctico da nulidade.

O silêncio nunca!

Verborreia disentérica

obstinação da gratuitidade

dissecam o palco da vida que sonham, dos outros,

porque a sua, já não tem interesse…

Grau zero na fé humana:

Prisioneira da incompetência

Medalha de mérito e com distinção

no Mestrado da Incongruência

da ignomínia

Salvé

o Mérito nulo.

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

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ESQUÁLIDA MELODIA

Inebria-se a noite

pelo sonho fora

e em sonho de outrora

espetar a espoleta

de arma em riste

no cometa

cauda da inspiração

inalar o breu

da esquálida melodia

a noite de sol é gélida, é fria

noite soturna

de esperança difusa

bailando na noite

de orquestra confusa

contorça no leito

de sonho e de sonho

esperança baldia

em carranco risonho

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

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PENTEAR

Ser quarto vazio

não receber reflexos de amor

no coração vagueiam gatafunhos

pelos rabiscos de um beijo

gorjear luz e envolver-se em bruma

ser fenda

amedrontada

num bloco de granito

alisar a água

adensa-se a vontade

de pentear o sangue

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

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PATENTEAR

Nem nojo por existência

evidenciar a negrura de cada um

num acto uno e disforme

Perder-se,

andar por ermos  becos

buscando mortalha

retalho putrefacto do estendível

do que pretende ser

amargar a inexistência,

o não ser,

em hora desnuda

e o putrefacto almíscar

que se aromatiza

quando se tenta ser fera

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

publicado por Edite Gil às 23:41
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SABOR DO VENTO

Abafar o silêncio

no temor que se finge não sentir

ter a dor como cúmplice

perpetuar no floral âmbar

das flores que se guardam

nas folhas involuntárias

de livros de poesia

flores que compreendem

folhas que se compadecem

de um destino ao sabor do vento

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

publicado por Edite Gil às 23:33
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